Recolher Obrigatório - Capítulo 1
A pandemia que assolou o país alterou rotinas. As minhas, não. Privilegiado por possuir uma declaração que me permite trabalhar para lá do confinamento, continuei a usufruir dos passeios noturnos. Sempre gostei de caminhar pelas ruas, calmamente, à deriva, quando a hora se diz do lobo. É no acolhimento do breu e do silêncio que as ideias me surgem. E também sou um privilegiado quando faço delas o meu ganha pão.
Numa dessas caminhadas, ainda longe de Novembro, as pessoas já estavam confinadas e as ruas desertas. Durante várias noites não encontrei vivalma ao redor do meu apartamento. Certa noite, ela lá estava. Uma vizinha que já tinha visto na esplanada do quiosque em frente, mas com quem nunca tinha trocado palavra. Com Portugal trancado em casa, ela ali estava a passear o cão. Só eu, ela e a lua clara, que me permitia observar uma silhueta recortada que de quando em quando se debruçava para apanhar dejectos do chão.
Resolvi meter conversa. Não tenho qualquer "bicho" de companhia neste momento, mas cresci entre fiéis amigos que ainda invoco à recordação. Foi curta, a conversa. O bastante para trocarmos olhares, nomes, considerações banais sobre a pandemia e sobre a alegria por correr na rua demonstrada pelo cão. Despedi-me a informar que todas as noites por ali andava. Ela apenas acenou, mas desejei secretamente voltar a encontrá-la.
E voltei. Na noite seguinte, e na noite a seguir e na noite seguinte à noite anterior. Ao final da semana, as conversas já eram longas. Entre sorrisos e dissertações sobre familiares e vizinhos, fiquei a saber na quinta noite que era casada. Que estava em teletrabalho e apenas vinha à rua para passear o cão, tarefa a que o marido se recusava.
Palavra puxa palavra, mas também puxa proximidade, cumplicidade, confissão... e num rasgar *********te, beijei-a. Sofregamente. Sem noção. Quando lhe pedi desculpa, colou a boca à minha e conduziu a minha mão. Estava húmida. Sedenta. A contorcer o corpo como se tivesse nascido outra. Ela puta, eu cabrão.
Sem preliminares, arrastei-a para a pilha de jornais e mostrei-lhe o poder que ela tinha; o de transformar um homem pacato e gentil, num sapiens ereto, duro, grosso. Sem perder tempo, agarrou-me o caralho e nem o chupou. Cuspiu na direção do ameaçador tesão e sentada nos jornais pediu uma oração: - «Fode-me. Fode-me toda, meu cabrão!»
Aqui deixo um parêntesis, para vos confessar que já tive muitas mulheres, mas nenhuma cona me engoliu com tanta aflição. Numa questão de segundos, estava dentro dela. Com a cona completamente molhada, comecei a sentir como o caralho a violava. Como a carne cedia à medida que a penetrava. Percebi então que a minha vizinha era uma puta amordaçada. Uma mulher que estava a sentir o prazer que há anos não sentia em casa.
Não por pena, mas pela cumplicidade que estava já criada, senti ainda mais prazer, vi-me dono de um caralho com uma pujança que desconhecia. Porque o meu prazer era mais do que o meu prazer. Era o prazer de saber quão prazer lhe estava a dar a ela.
A pilha de jornais já não existia. A amálgama dos nossos corpos deixaram o vestido e as parangonas pelo chão. Ela entrelaçou as pernas ao meu redor e fazia força. Como se quisesse ser esventrada para me fazer vir o mais profundo dentro dela. Assim fiz.
Depois dela ter sentido o orgasmo que quase a fez perder os sentidos, inundei-a por dentro de esperma. Curioso, porque ainda hoje ela jura que quando me vim naquela coninha toda rebentada ela conseguiu sentir o sabor do esperma na boca. Como se a tivesse inundado do ventre á garganta...
Ficámos assim alguns minutos. A sentir a carne dentro da carne e a enlear fios de saliva. Lingua na lingua, queixo no boca, voltou a tesão. Quando os corpos finalmente relaxaram, ela agarrou no vestido e cobriu os títulos dos jornais carimbados nas costas. Um deles chamou a nossa atenção. Fazia referência a um novo livro da Cristina Ferreira cujo título é «Pra Cima de Puta».
Talvez pela semelhança entre as duas, é isso que eu lhe chamo desde essa noite, a minha "pra cima de puta". A putinha que ajudei a reencontrar-se depois de anos numa vida acomodada. Precisava ser comida à bruta! Hoje continuamos a foder quando Portugal fica em casa e o marido insiste para ela ir passear o cão. O que me faz pensar numa questão. Porque motivo não ladrou o cão?
Numa dessas caminhadas, ainda longe de Novembro, as pessoas já estavam confinadas e as ruas desertas. Durante várias noites não encontrei vivalma ao redor do meu apartamento. Certa noite, ela lá estava. Uma vizinha que já tinha visto na esplanada do quiosque em frente, mas com quem nunca tinha trocado palavra. Com Portugal trancado em casa, ela ali estava a passear o cão. Só eu, ela e a lua clara, que me permitia observar uma silhueta recortada que de quando em quando se debruçava para apanhar dejectos do chão.
Resolvi meter conversa. Não tenho qualquer "bicho" de companhia neste momento, mas cresci entre fiéis amigos que ainda invoco à recordação. Foi curta, a conversa. O bastante para trocarmos olhares, nomes, considerações banais sobre a pandemia e sobre a alegria por correr na rua demonstrada pelo cão. Despedi-me a informar que todas as noites por ali andava. Ela apenas acenou, mas desejei secretamente voltar a encontrá-la.
E voltei. Na noite seguinte, e na noite a seguir e na noite seguinte à noite anterior. Ao final da semana, as conversas já eram longas. Entre sorrisos e dissertações sobre familiares e vizinhos, fiquei a saber na quinta noite que era casada. Que estava em teletrabalho e apenas vinha à rua para passear o cão, tarefa a que o marido se recusava.
Palavra puxa palavra, mas também puxa proximidade, cumplicidade, confissão... e num rasgar *********te, beijei-a. Sofregamente. Sem noção. Quando lhe pedi desculpa, colou a boca à minha e conduziu a minha mão. Estava húmida. Sedenta. A contorcer o corpo como se tivesse nascido outra. Ela puta, eu cabrão.
Sem preliminares, arrastei-a para a pilha de jornais e mostrei-lhe o poder que ela tinha; o de transformar um homem pacato e gentil, num sapiens ereto, duro, grosso. Sem perder tempo, agarrou-me o caralho e nem o chupou. Cuspiu na direção do ameaçador tesão e sentada nos jornais pediu uma oração: - «Fode-me. Fode-me toda, meu cabrão!»
Aqui deixo um parêntesis, para vos confessar que já tive muitas mulheres, mas nenhuma cona me engoliu com tanta aflição. Numa questão de segundos, estava dentro dela. Com a cona completamente molhada, comecei a sentir como o caralho a violava. Como a carne cedia à medida que a penetrava. Percebi então que a minha vizinha era uma puta amordaçada. Uma mulher que estava a sentir o prazer que há anos não sentia em casa.
Não por pena, mas pela cumplicidade que estava já criada, senti ainda mais prazer, vi-me dono de um caralho com uma pujança que desconhecia. Porque o meu prazer era mais do que o meu prazer. Era o prazer de saber quão prazer lhe estava a dar a ela.
A pilha de jornais já não existia. A amálgama dos nossos corpos deixaram o vestido e as parangonas pelo chão. Ela entrelaçou as pernas ao meu redor e fazia força. Como se quisesse ser esventrada para me fazer vir o mais profundo dentro dela. Assim fiz.
Depois dela ter sentido o orgasmo que quase a fez perder os sentidos, inundei-a por dentro de esperma. Curioso, porque ainda hoje ela jura que quando me vim naquela coninha toda rebentada ela conseguiu sentir o sabor do esperma na boca. Como se a tivesse inundado do ventre á garganta...
Ficámos assim alguns minutos. A sentir a carne dentro da carne e a enlear fios de saliva. Lingua na lingua, queixo no boca, voltou a tesão. Quando os corpos finalmente relaxaram, ela agarrou no vestido e cobriu os títulos dos jornais carimbados nas costas. Um deles chamou a nossa atenção. Fazia referência a um novo livro da Cristina Ferreira cujo título é «Pra Cima de Puta».
Talvez pela semelhança entre as duas, é isso que eu lhe chamo desde essa noite, a minha "pra cima de puta". A putinha que ajudei a reencontrar-se depois de anos numa vida acomodada. Precisava ser comida à bruta! Hoje continuamos a foder quando Portugal fica em casa e o marido insiste para ela ir passear o cão. O que me faz pensar numa questão. Porque motivo não ladrou o cão?
5年前