Um sonho de verão
Verão de 2012. Como todos os dias acordei bem cedo, apesar de estar em férias. Pela janela do quarto, a cortina entre aberta deixava passar alguns raios de sol, insistentes em procurar os meus olhos enquanto eu ainda letárgico olhava o relógio, levantava e me vestia. Eram cinco e trinta e sete. Tenho fixo o momento na memória, pois fiquei marcado por isso como uma cicatriz no rosto.
Fui em direção ao banheiro. Esqueci a toalha e quando voltei, tive a impressão de ver pelo vidro da janela, cabelos castanhos tremulando, como se estivessem saindo do quarto.
Estava sozinho em casa. Mas por conviver com mulheres, repentinamente pensei ser um das minhas três amigas que teriam ido apanhar roupas no varal. Fiquei intrigado com esta situação inabitual, pois todas as meninas estavam em suas cidades de origem. Fortalecendo minha angústia recordei que elas jamais acordavam cedo. Nossa casa ficava num bairro tradicional: o centro. Era uma residência do início do século XIX. Paredes de pedra, cal e piso de madeira. Sinceramente, portava um ar charmoso e ao mesmo tempo lúgubre, pendendo para o clássico. Preferi pensar que fosse uma imagem do meu subconsciente. Meus desejos tentando me pregar uma peça.
No dia anterior tinha recebido um convite de alguns amigos para jogar futebol naquela manhã mas declinei. Pensei em tomar o café da manhã e logo em seguida correr pela orla da praia. Havia um exposição de arte barroca no Museu Central. Confesso que preferi a areia, embora avaliasse estar perdendo um excelente lazer cultural.
Depois de um banho demorado, usava apenas uma sunga branca. Comecei a pentear os cabelos em frente ao espelho. Novamente mirei em aleatório os lençóis da cama. Às minhas costas havia outro espelho bem maior. Um movimento involuntário me fazia perscrutar, mesmo de costas, desconfiado, a valsa das persianas e dos lençóis. Não sei porque. Senti que zombavam de mim como uma força oculta. Pareciam ***********emente prever o que estava por invadir meus desejos mais profundos.
De repente, minhas dúvidas se esvaíram em espanto. Vi uma linda mulher. Virei-me e olhei-a bem fundo nos olhos. Decidi desafiar a aparição embora estivesse todo arrepiado. Seus cabelos eram os mesmos de poucos minutos atrás. Nada de criaturas horrendas ou fantasmas. Percebi luzes em algumas mechas. Trajava uma túnica branca, detalhes azuis turquesa, fios em ouro nos contornos e uma cinta negra bem fina. Uma verdadeira deusa Plus Size. Um perfume mágico, que nunca senti antes, não há como descrever de que aroma se aproximava o cheiro daquele anjo.
Notei que não usava peças íntimas. Tinha uma estatura baixa, seios volumosos que pareciam deliciosas maçãs, joelhos salientes, mãos delicadas, sempre propensas a acolher, pernas muito grossas, torneadas como as de uma dançarina, e quadris bem largos. A pele parecia uma seda. Constatei isso ao abraçá-la, espalmando minhas mãos por suas costas nuas. Olhei em seus olhos tentando controlar a respiração para disfarçar a emoção e o desejo que atravessa meu corpo como uma descarga elétrica. Estava diante das mais belas curvas que meus olhos poderiam contemplar.
Fiquei petrificado por alguns segundos. O silêncio era tanto que eu ouvia apenas o barulho dos ponteiros do relógio e minha respiração ofegante. Lembro de olhar profundamente em seus olhos negros, enquanto ela se aproximava em direção a mim. Agora, tentando controlar a situação. Peguei uma de suas mãos antes que elas pegassem meu roto. Estavam um pouco frias. Não um gélido funeral, mas um frio apreensivo. Quando a beijei sentir ser apenas uma alma apaixonada sem um corpo. O tempo ficou lento, os segundo eram séculos. Assisti a história de todos os amores da humanidade por esse beijo.
Tomei-a nos braços com delicadeza, afinal, eu não poderia prever o que poderia acontecer dali em diante. O corpo era de uma mulher incrível. Contudo, o rosto e o sorriso eram de menina, delicado e singelo. Levei-a para cama. Fiz uma massagem com óleo de amêndoas. Seus sussurros mantinham uma comunicabilidade perfeita com meus toques por todo seu corpo. A medida que minha mão descobria suas curvas meu coração palpitava de tanta emoção. Foi uma sensação que valeu por uma vida.
Ela adormeceu e eu a ninei como um ser indefeso, de quem só se espera um último beijo para morrer nos braços. Absurdamente, não houve nada carnal. Às vezes ela acordava e nos beijamos intensamente por muito tempo. Percebi que quando isso acontecia ela tinha palpitações de taquicardia. Eu a abraça ternamente e a olhava com um sorriso levando uma das minhas mãos ao sei queixo e dizendo olhando nos olhos: "está tudo bem". Ficamos abraçados nus por todo o dia, corpos entrelaçados, quentes pelo desejo, unidos pela paixão. Descobrimos entre nós um afeto que parecia advir de outras vidas, embora em teime em acreditar nisso.
Algumas vezes ela me abraçava como se pedisse socorro. Olhos rasos d'água. E eu trazia sua cabeça entre meu peito sem beijá-la, apenas com carinho, levando minhas mãos a seus quadris, enquanto nossas pernas estavam tão entrelaçadas que parecíamos um só.
Quando foi embora apenas me disse: "Tenho que ir, mas sempre, não importa o que aconteça, estarei com você, nos seus pensamentos e no seu coração". E me presenteou com um último beijo.
Saí à tarde para correr e vi a misteriosa mulher à beira-mar, já ao por do sol. A praia estava quase vazia. Me aproximei. Apenas sorri e me acheguei lentamente como no meu quarto pela manhã.
Ela correspondeu. Perguntei seu nome chamando-a de "meu anjo", mas antes, não me contive e roubei um beijo. Quando ela ia falar, acordei banhando em suor, a janela estava batendo muito com o vento. Corri e a fechei. Caia uma chuva torrencial inexplicável para aquela época do ano. Tudo não passou de uma doce, incrível, intrigante e inigualável utopia. Eu nunca mais a vi ou senti em meus sonhos, muito embora, sinto que ela sempre está comigo, a todo tempo, em cada segundo do meu dia, como se estivesse a milhares de anos...
Fui em direção ao banheiro. Esqueci a toalha e quando voltei, tive a impressão de ver pelo vidro da janela, cabelos castanhos tremulando, como se estivessem saindo do quarto.
Estava sozinho em casa. Mas por conviver com mulheres, repentinamente pensei ser um das minhas três amigas que teriam ido apanhar roupas no varal. Fiquei intrigado com esta situação inabitual, pois todas as meninas estavam em suas cidades de origem. Fortalecendo minha angústia recordei que elas jamais acordavam cedo. Nossa casa ficava num bairro tradicional: o centro. Era uma residência do início do século XIX. Paredes de pedra, cal e piso de madeira. Sinceramente, portava um ar charmoso e ao mesmo tempo lúgubre, pendendo para o clássico. Preferi pensar que fosse uma imagem do meu subconsciente. Meus desejos tentando me pregar uma peça.
No dia anterior tinha recebido um convite de alguns amigos para jogar futebol naquela manhã mas declinei. Pensei em tomar o café da manhã e logo em seguida correr pela orla da praia. Havia um exposição de arte barroca no Museu Central. Confesso que preferi a areia, embora avaliasse estar perdendo um excelente lazer cultural.
Depois de um banho demorado, usava apenas uma sunga branca. Comecei a pentear os cabelos em frente ao espelho. Novamente mirei em aleatório os lençóis da cama. Às minhas costas havia outro espelho bem maior. Um movimento involuntário me fazia perscrutar, mesmo de costas, desconfiado, a valsa das persianas e dos lençóis. Não sei porque. Senti que zombavam de mim como uma força oculta. Pareciam ***********emente prever o que estava por invadir meus desejos mais profundos.
De repente, minhas dúvidas se esvaíram em espanto. Vi uma linda mulher. Virei-me e olhei-a bem fundo nos olhos. Decidi desafiar a aparição embora estivesse todo arrepiado. Seus cabelos eram os mesmos de poucos minutos atrás. Nada de criaturas horrendas ou fantasmas. Percebi luzes em algumas mechas. Trajava uma túnica branca, detalhes azuis turquesa, fios em ouro nos contornos e uma cinta negra bem fina. Uma verdadeira deusa Plus Size. Um perfume mágico, que nunca senti antes, não há como descrever de que aroma se aproximava o cheiro daquele anjo.
Notei que não usava peças íntimas. Tinha uma estatura baixa, seios volumosos que pareciam deliciosas maçãs, joelhos salientes, mãos delicadas, sempre propensas a acolher, pernas muito grossas, torneadas como as de uma dançarina, e quadris bem largos. A pele parecia uma seda. Constatei isso ao abraçá-la, espalmando minhas mãos por suas costas nuas. Olhei em seus olhos tentando controlar a respiração para disfarçar a emoção e o desejo que atravessa meu corpo como uma descarga elétrica. Estava diante das mais belas curvas que meus olhos poderiam contemplar.
Fiquei petrificado por alguns segundos. O silêncio era tanto que eu ouvia apenas o barulho dos ponteiros do relógio e minha respiração ofegante. Lembro de olhar profundamente em seus olhos negros, enquanto ela se aproximava em direção a mim. Agora, tentando controlar a situação. Peguei uma de suas mãos antes que elas pegassem meu roto. Estavam um pouco frias. Não um gélido funeral, mas um frio apreensivo. Quando a beijei sentir ser apenas uma alma apaixonada sem um corpo. O tempo ficou lento, os segundo eram séculos. Assisti a história de todos os amores da humanidade por esse beijo.
Tomei-a nos braços com delicadeza, afinal, eu não poderia prever o que poderia acontecer dali em diante. O corpo era de uma mulher incrível. Contudo, o rosto e o sorriso eram de menina, delicado e singelo. Levei-a para cama. Fiz uma massagem com óleo de amêndoas. Seus sussurros mantinham uma comunicabilidade perfeita com meus toques por todo seu corpo. A medida que minha mão descobria suas curvas meu coração palpitava de tanta emoção. Foi uma sensação que valeu por uma vida.
Ela adormeceu e eu a ninei como um ser indefeso, de quem só se espera um último beijo para morrer nos braços. Absurdamente, não houve nada carnal. Às vezes ela acordava e nos beijamos intensamente por muito tempo. Percebi que quando isso acontecia ela tinha palpitações de taquicardia. Eu a abraça ternamente e a olhava com um sorriso levando uma das minhas mãos ao sei queixo e dizendo olhando nos olhos: "está tudo bem". Ficamos abraçados nus por todo o dia, corpos entrelaçados, quentes pelo desejo, unidos pela paixão. Descobrimos entre nós um afeto que parecia advir de outras vidas, embora em teime em acreditar nisso.
Algumas vezes ela me abraçava como se pedisse socorro. Olhos rasos d'água. E eu trazia sua cabeça entre meu peito sem beijá-la, apenas com carinho, levando minhas mãos a seus quadris, enquanto nossas pernas estavam tão entrelaçadas que parecíamos um só.
Quando foi embora apenas me disse: "Tenho que ir, mas sempre, não importa o que aconteça, estarei com você, nos seus pensamentos e no seu coração". E me presenteou com um último beijo.
Saí à tarde para correr e vi a misteriosa mulher à beira-mar, já ao por do sol. A praia estava quase vazia. Me aproximei. Apenas sorri e me acheguei lentamente como no meu quarto pela manhã.
Ela correspondeu. Perguntei seu nome chamando-a de "meu anjo", mas antes, não me contive e roubei um beijo. Quando ela ia falar, acordei banhando em suor, a janela estava batendo muito com o vento. Corri e a fechei. Caia uma chuva torrencial inexplicável para aquela época do ano. Tudo não passou de uma doce, incrível, intrigante e inigualável utopia. Eu nunca mais a vi ou senti em meus sonhos, muito embora, sinto que ela sempre está comigo, a todo tempo, em cada segundo do meu dia, como se estivesse a milhares de anos...
11年前