Última Tanga em Coimbra, parte I
Coimbra. Maio de 2009]
“Hoje vai ser diferente.” Pensava eu a caminho do parque verde.” Hoje, 20 de Maio, quarta-feira, a Verónica vem cá”. E por momentos, tudo era mais belo: as calçadas desgastadas, o lixo no chão, os graffiti’s censurados por um grupo de senhoras… Tudo soava estar no sítio certo e de forma mais bela possível.
Já no parque verde, perante o Mondego banhado de sol, acendo um cigarro e pego no telemóvel. Tinha uma sms tua a informar que estavas um bocado atrasada e que já não ias conseguir jantar comigo. Torci o nariz como se fosse um miúdo a quem acabassem de roubar o brinquedo, e respondi que estavas à vontade se, por qualquer motivo, não pudesses vir ter comigo. “Claro que vou. Às 23h estou aí”, respondeste de imediato. Aliviando-me do pior. Peço um café e sento-me na esplanada. Eram 19h e ainda muitas horas nos separavam. Observo a menina que levantava as chávenas na mesa ao meu lado. Ela olha para mim e detecta o meu olhar, «precisa de alguma coisa?» perguntou. «ahh sim. Um copo de água, por favor.» respondi, improvisando. A menina acena a cabeça e dirige-se ao balcão para ir buscar um copo de água. No seu regresso, justifico-me, «devia ter-lhe pedido o copo de água juntamente com o café, mas sabe como é, sou uma cabeça no ar.» perante o sorriso da empregada, «ora essa, não tem mal nenhum» respondeu. Sorri de volta e verifiquei o telemóvel pela quinta vez em dez minutos na expectativa de ter notícias tuas; algo mau e inesperado onde dissesses que afinal, não podias mesmo vir – nenhuma mensagem. “Antes nenhuma mensagem do que más notícias.” Pensei.
Verónica. Neste momento não era nada mais do que ficção. Estritamente virtual. “Conheci-a” há cerca de dois meses num blog destinado a pessoas que gostam de escrever. Sem dar conta, comecei a ficar viciado nos seus contos: alguns deles bem gráficos e íntimos. Eu, tentava, por vezes com sucesso, expor o que ia na minha cabeça e aquele blog era o canal perfeito para isso: sem julgamentos, sem caras surpreendidas e sem o pavor de ser rotulado. Verónica lia-me e eu lia-a e basicamente era isso. Só uma correcção do que acima mencionei: o “gráfico” e “íntimo” que citei, foi a forma subtil de classificar pornografia, por vezes hardcore, devo dizer. Não que haja mal algum, que não há. Pois Verónica era tudo menos vulgar. Um bom trato da palavra e o detalhe eram a sua imagem de marca. Por vezes, o detalhe era quase palpável e o tesão que me fazia sentir era imenso. Nunca lhe disse isso, mas ela sabia-o e torturava-me com palavra atrás de palavra. Quantas vezes dei por mim, de pau na mão a ler os textos dela por altas horas da mad**gada. Nunca lhe disse isso, mas ela sabia-o, tenho a certeza. E tenho a certeza também, que ela gostava que eu lhe dissesse.
Ao acaso, e em troca de mensagens com ela, soube que ambos somos naturais do Porto, embora eu esteja por Coimbra de momento. Soube também que Verónica hoje, estará de regresso de Lisboa devido a motivos profissionais e, a muito custo lá sugeria uma paragem por Coimbra afim de um café comigo. Ela concordou e sugeriu um jantar invés. Jantar que me acabaria de cancelar devido ao seu atraso.
As minhas expectativas eram muitas e nenhumas. Confesso que algum nervosismo me invadia neste dia. Tomar um simples café com ela seria o mínimo – significaria que ela apareceu e teve mesmo vontade em me conhecer. Isso seria bom. Conseguirmos manter um diálogo aberto e com frases compostas com mais de cinco palavras seria óptimo, para começar. Não me preocupava muito o aspecto dela. Da mesma forma que não me preocupava se ela seria como se descrevia nas histórias: insaciável, sedenta de prazer. Embora essa hipótese me ocupasse grande parte dos meus pensamentos. Nas histórias de Verónica não haviam regras e/ou moral. Era sexo pelo sexo, prazer pelo prazer, carne na carne, suor a pingar das palavras, tesão no final de cada parágrafo, juntos e unidos por um só objectivo: satisfação mútua.
Agradava-me aquela espécie de anarquismo sexual. À minha imagem, ela não transparecia pudor em expor os seus desejos. Frustração é palavra proibida. Foder é palavra de ordem e conjugada na primeira pessoa, na terceira pessoa também. Singular e plural.
Eu, fantasiava-a à minha maneira. Escrevia-a nas entre linhas de alguns dos meus contos. No clímax da minha imaginação dedicava-lhe orgasmos intensos de vontade e receio: vontade em ceder-lhe de todas as formas, vontade de ser fodido com a mestria que ela fode. Receio de não a foder (muito) e receio de, por egoísmo dela ou fracasso meu, não entrar numa de suas histórias, nem que num mísero parágrafo fosse.
Sou puxado à realidade pelo som do meu telemóvel – eras tu. “Daqui a uma hora saio de Lisboa, onde vou ter contigo?” Dizia a sms. “Quando tiveres a chegar a Pombal liga-me, ou eu ligo-te, ok?” respondi. “Afinal vai mesmo acontecer, vou conhecer-te.” Pensei. Quando me levanto de imediato da mesa e dirijo-me ao balcão para pagar o café. «então, não bebe a água?» pergunta-me a menina. «Sabe…” disse eu, meio atrapalhado, «eu bebi um bocadinho, não dá é para perceber isso a esta distância» finalizei sorrindo. «ah bom» respondeu sorrindo.
Saio do café e em direcção a casa reparo que tinha outra sms tua: “já sabes onde vamos tomar café?” e sem pensar respondi: “sim, sei.” E na verdade não sabia. Mas algo haveria de surgir. Continuo a caminhada em direcção a minha casa e começava a anoitecer. Eram 20h.
Já em casa, decido tomar um duche e a grande questão era: barba. Com ou sem? Com uma mistura de preguiça e falta de tempo decidi com. Acendo um cigarro e fico uns minutos a desenhar-te no vapor do espelho. A imaginar-te substituir o meu reflexo pelo teu, a imaginar-te a na banheira à minha espera enquanto eu fumava e observava-te. Enquanto o vapor e o fumo do meu cigarro se tornavam num só. Enquanto deixava a minha toalha cair e mostrava a minha evidente vontade por ti. Tu, com ar de gulosa, passeavas os jactos do chuveiro e quase como que por telepatia sabias o que eu queria, e obedecias. Apoias uma perna na beira da banheira e por trás, vais descendo o chuveiro, apontando os jactos em direcção à tua ratinha. Eu, de olhar fixo para ti, levava uma mão à minha boca e enchia-a de saliva. Descia-a e esfregava-a no meu pau, deixando-o bem molhado enquanto tu gemias e dizias: “bate uma para mim, vá”. Como um lindo menino, obedecia e começava a punhetar o meu pau para ti. Gemendo para ti. A ver-te cada vez mais desfocada por entre o vapor – PÁRO! E saio do banho. “ Chega de seres ordinário” pensei. Saio do banho e visto-me. Tinha uma sms tua a informar que havias saído de Lisboa. Apresso a arranjar-me e peço uma boleia ao meu vizinho para as docas, ele não podia. Desço a rua em direcção à praça Solum, e apanho um táxi.
A meio do caminho o telemóvel toca – eras tu. Desta vez era uma chamada. Decido não atender. Nunca tinha falado contigo, nunca tinha ouvido a tua voz. Não ia ser num táxi; ao som de uma rádio estúpida que iria ouvir-te pela primeira vez.
Passando uns minutos cheguei. Pego no telemóvel e devolvo-te a chamada.
«Estou?» atendeste.
«Olá Dª Verónica!» respondi, com entusiasmo na tentativa de quebrar o gelo.
«Dona?!» perguntaste. «sou mais velha do que tu mas não tanto.» finalizaste rindo.
«Oh. Não ligues. Sou um parvo com boas intenções…» disse u, «encara o Dª como um termo carinhoso» finalizei.
«isso das boas intenções… humm» disseste, com tom de malícia, «bem, passei Pombal há uns minutos, saio na primeira que disser Coimbra?»
«Sim, logo na primeira.» respondi. «quando deres a curva vais ver o rio e do outro lado do rio, ao cimo, vês um shopping. Segues sempre junto ao rio em direcção às docas.» finalizei.
«humm ok» respondeste «se me perder ligo-te.»
«humm isso de te perderes…» respondi com malícia para me redimir.
Sorriste e respondeste «estiveste bem. Daqui a pouco ligo-te, beijinhos»
«Beijinhos»
De volta ao bar onde tinha estado horas antes, peço um café. A menina que me atendeu foi a mesma que me havia atendido horas antes. A mesma que me apanhou a desperdiçar água. Pelo sorriso dela ao chegar à mesa, era óbvio que me reconhecia. «Um café por favor» pedi. Retribuindo o sorriso. O telemóvel toca e levanto-me para ir atender.
«Estou?!» atendi.
«Sim, olha. Segui as tuas indicações e estou perto do que parece ser umas docas.»
«Sim, só há umas. Tem um parque ao lado e uma ponte pedonal»
«Deixa cá ver…» disseste «bem, deve ser isso. Onde estás?» perguntaste.
«Estou logo no primeiro bar que se chama Mondego Irish Pub»
«Isso é muito vago, como te vou reconhecer?» perguntaste com razão.
«Pois… Bem. Estou na quarta mesa à direita de quem entra. Estou com um blazer preto, t-shirt preta e calças de ganga azuis escuras»
«Hum deve chegar» respondeste, uma vez mais com malícia. «até já, beijinho»
«Beijinho, até já.» desliguei.
De volta à mesa. À minha espera estava um café frio e um copo de água que não tinha pedido. A provocação foi óbvia e bem conseguida por parte da empregada. Dirijo-me ao balcão ao encontro da menina «olhe, muito obrigado pelo copo de água. Uma vez mais me esqueci. No entanto, podia levar-me outro café?» disse eu, sorrindo.
A menina sorriu de volta e perguntou com preocupação: «algum problema com o café?!»
«Não, não. O problema é meu.» respondi «Tive de atender uma chamada e o café arrefeceu entretanto.»
«Pode ir se sentar que já lhe levo o café.»
«Obrigado.» respondi e voltei para a mesa.
A caminho da mesa recebo uma sms: “que falta de consideração, comigo aqui e já a tentar engatar a miúda do bar?!”
Olho a minha volta com um sorriso rasgado a tentar ver alguém suspeito – ninguém. Sento-me e tu apareces. Quase ao mesmo tempo que a menina voltava com o café que eu havia pedido.
De saia de ganga azul e top vermelho, sentaste com os teus olhos fixos nos meus. O tempo pára. Sem me aperceber que a menina já havia perguntado pela segunda vez: «boa noite, o que vai tomar?»
Ao que respondeste «o mesmo que ele»
«Um café e um copo de água, portanto?» pergunta a menina, sorrindo para mim.
«Não é preciso o copo de água» respondeste. A menina acenou e saíu.
«Seu safado!» disseste tu a sorrir, «estavas mesmo a fazer a folha à miúda»
«Eu?!» pergunto, surpreendido. «Nada disso, porque é que perguntas isso?»
«Eu vi como ela estava a sorrir.»
Sorri e respondi «Ficarias surpreendida com a insignificância da situação.»
Sorriste e arregalaste os olhos à espera que eu continuasse.
«Isto é a causa de tudo.» disse eu. Apontando para o copo de água. «Daria uma história muito engraçada.»
«Talvez devesses escrever sobre isso»
«Sabes, talvez escreva mesmo.» disse eu. «gosto das pequenas coisas.»
«Eu gosto das grandes, sabes.» interrompes em grande. Quando a menina deixava na mesa o café.
«Bom, o tamanho importa?» perguntei.
Tu sorriste. «Diz-me tu, achas que o tamanho importa?!»
«Acho que na verdade , o tamanho importa, mas o tamanho da vontade.» disse eu perante uma gargalhada tua. «Bom, isto é paleio de quem tem a pila pequena, certo?»
Soltas outra gargalhada e bebes o café. «Diz-me tu…»
«Eu acho-me normal, penso.» respondo, «acho-a bem bonita e simpática.»
«A empregada? Sim…» respondes.
«Estava a falar da minha pila.» E ambos soltamos gargalhadas. «Mas chega de falarmos da minha pila» interrompi. «Acho que melhor inicio de conversa não poderia haver, não achas?»
«Quanto a isso tenho uma boa e má noticia»
Fico curioso. «Diz-me a má primeira.»
«Bom. A má é que amanhã tenho de acordar cedo pois tenho compromissos logo de manhã no Porto. Logo, não poderei ficar muito tempo.»
Com um ar triste pergunto: «haverá algo bom para vir? Qual é a boa noticia?»
«É que concordo contigo» pausa «que melhor inicio de conversa não poderia haver.» sorrio e digo «mas…?»
«Não há mas…» respondes «pareces-me inofensivo »
«Inofensivo?» interrompo «tipo cromo?!»
Sorriste e explicaste « inofensivo no sentido que me sinto bem e não me pareces um daqueles tarado que me vai atacar.»
«Quanto a isso posso-te dizer que sou tarado e ataco, mas apenas com permissão.»
«É desses que gosto.» e piscaste o olho. «Mas diz-me, gostas de Coimbra?»
«Gosto. Adoro aliás. É tipo o Porto sem os problemas do Porto.»
«Sem os problemas do Porto?»
«Refiro-me à criminalidade no geral. E às miúdas em particular.»
Sorriste e perguntaste: «às miúdas?»
«Não que sejam melhores que as do Porto. São mais abertas, e não literalmente, claro.»
Ambos nos rimos e levantaste-te.
«Já tens de ir?» perguntei.
«Daqui a pouco sim, mas vamos dar uma volta sim?»
«Claro.» Respondi.
«A menos que queiras ficar sempre num café.»
«Claro que não. Bora lá.»
Pagámos e saímos.
Verónica segue à minha frente. Quase que de propósito. Como que soubesse que eu estava desejoso de a ver de costas – e como eu estava. Verónica não desiludia pela frente e agora, que segue à minha frente com elegância; cruzando as pernas a cada passo de forma precisa, eu, posso afirmar que não desilude. Seja qual for o ângulo. “Safada” pensei eu. Ela tinha-me na mão. Não sei se pelas minhas histórias ou pura coincidência, ela tinha-me bem estudado. Desde o olhar fixo nos olhos quando estávamos no bar ao agora seguir à minha frente, ela tinha-me. Sempre escrevi sobre o meu particular fascínio por rabos e, partindo do princípio que ela lia o que eu escrevia, soube usar esse trunfo e passear o doce que tanto gosto à frente do meu nariz. E que doce. “Como eu sou fraco…” pensei, ao olhar quase hipnotizado para o rabo dela. Se ela olhasse para trás apanhava-me na hora, mas ela não olhava para trás. Talvez porque sabia precisamente para onde eu olhava e quis dar-me esse gosto. Virámos à direita e entrámos pela ponte pedonal. Apesar dela estar com saia de ganga, ao dar a curva, ao cruzar a perna para mudar de direcção, foi evidente que usava tanga. Por fracções de segundo, a nitidez foi incandescente: o cruzar de perna, o movimento das nádegas e por fim, a vir a tona a tanga, bem enterradinha no rabo. Começava a sentir-me asfixiado de tesão apenas com a ideia de que tudo aquilo era consciente por parte de Verónica. E assim sendo, teria que tomar uma posição. De alguma forma, teria de a torturar.
Metros à frente, começa a apontar o braço para a torre da Universidade de Direito, «é linda» disse.
Mas que bela chamada à terra. «sim, é.» respondi.
«Coimbra à noite é muito bonita.» disseste «gostas de Coimbra, e com razão» finalizou, dando uns passos para trás e **********-se para apreciar a vista.
«Mas diz-me, que achas? Sou o que esperavas?» interrogaste.
«Bom…» disse eu, e peguei num cigarro. «é difícil responder a isso.» acendo o cigarro. «Sabes, ao longo dos anos criei um mecanismo de auto-defesa para situações como estas.»
«Ai é?» perguntas-te, sorrindo enquanto cruzavas as pernas.
«Sim. Sei que o que vou dizer é um lugar comum mas é qualquer coisa do género como: “nunca cries expectativas, logo nunca te desiludes.”» citei.
«É uma boa ideia, mas será que nunca crias expectativas? Nem mesmo ***********emente?»
Dou mais um trago no cigarro, «sim, claro. Quando lei as tuas histórias, por exemplo, é inevitável .»
Sorriste e com uma tímida mordida no lábio disseste: «entendi. Queres saber se aquilo que escrevo é ficção ou realidade?»
Dou dois tragos rápidos e apago o cigarro, «não, de todo. Até porque tenho uma teoria acerca das pessoas que escrevem esse tipo de histórias.»
«Estou curiosa»
«Aqui vai: para mim, há as pessoas que escrevem e que são como o que escrevem. E há as pessoas que escrevem como gostariam de ser.»
«Então olha, o que eu escrevo é…» dou um passo em frente e interrompo-te com o meu dedo indicador sobre os teus lábios. «não, não digas.» pedi «é irrelevante. E li e gostei, não me importa saber a verdade. Se é que há verdade. E mesmo que haja, eu li, as coisas são como eu quero que sejam, à minha maneira.» finalizei, a centímetros de ti.
«Explica-me isso das coisas à tua maneira» disseste, sem arredar pé.
«Sinceramente?» perguntei com cautela.
«Por favor…»
«Ok. Eu estou-me nas tintas para saber até que ponto, tu fodeste ou não o teu primo.» os teus olhos ficaram enormes, «a ser verdade, acho isso demais. Até porque, há muitos anos atrás comi as mamas à minha prima e adorei. Mas mesmo que não tivesses fodido o teu primo, acho igualmente demais a tua história. Pois em ambas as hipóteses o meu pau ficaria duro.» Cheguei-me mais de perto e continuei perante o teu olhar de safada, «há miúdas que já me fizeram mamadas boas e mamadas más e já escrevi sobre ambas, mas com sou um tipo porreiro, favoreço as fizeram as más, é um bom da escrita, é o que nós queremos.» Neste momento já encostado a ti aperto-te um peito e beijo-te suavemente, sem língua, apenas lábios nos lábios. Do superior ao inferior; mordendo e chupando. A minha mão apertava o teu seio e com o polegar e indicador apertava o teu mamilo em movimentos circulares enquanto este endurecia. Sinto a tua língua a entrar na minha boca, a chocar com a minha, enrolando-se em jogos que ambas conheciam. A tua mão descia e apertava o meu pau que já estava duro antes de tudo isto. Sinto um gemido teu ao dar conta disso enquanto chupavas a minha língua como se fosse um caralho.
Parámos por momentos e olhei-te nos olhos, na boca; toda lambuzada.
«Adorei o que acabaste de dizer.» disseste, ofegante.
«E eu adorei o facto de não teres trazido meias.»
Sorriste e com ar de malandra perguntaste: «é mais prático?»
«Não só mas também.» respondi «assim não tenho que te rasgar as meias» e levo a minha mão ao interior da tua coxa e subo-a, subindo assim a tua saia. «sabes quando escreveste sobre desviarem-te as cuecas e foderem-te a coninha com um dedo?» perguntei-te ao ouvido enquanto te mordia o pescoço e massajava a tua cona por cima das cuequinhas. «sim, sei… fode» dizias tu perdida de tesão.
«Há uma dúvida que não me sai da cabeça, sabes?» perguntei, enquanto te pressionava cada vez mais a cona e sentia-a pulsar na minha mão.
«Dúvida, qual dúvida?» perguntas-te entre gemidos.
Com dois dedos desvio-te a cuequinha para o lado. Como estava molhada a tua cona, fazendo pulsar ainda mais o meu caralho apertado pela tua mão. Esfrego-a uns segundos para preparar a entrada, e sem avisar enfio um dedo e rodo-o dentre de ti.
Tu gemias e perguntavas «qual dúvida, diz-me…»
Retiro o dedo e digo-te ao ouvido: «qual é o teu sabor…» e de imediato levo o dedo que estava dentro de ti à minha boca e chupo-o. «humm sabe tão bem» disse, com ar de satisfação, perante um revirar de olhos teus. Volto a meter um dedo na tua cona e continuo a foder-te com vontade.
Dizias-me ao ouvido que eu era um canalha, e que não parasse de foder com o dedo. Ao que, perante pedido, acrescento um polegar para brincar com o teu grelo.
«Sabes uma coisa?» pergunto-te ao ouvido, «há uma passagem de uma das tuas histórias que adoro e que por acaso sei de cor.»
«Qual é safado?» perguntaste, enquanto me abrias o fecho das calças e me tiravas o caralho teso.
Gemi muito nessa altura, mas não deixei de citar: “Fomos no carro dele para um sítio seguro, saltamos logo para o banco de trás. Ele despiu-me toda e logo começou a chupar as minhas mamas enquanto me esfregava a cona. Ainda me lambeu a cona durante uns instantes mas eu queria outra coisa, então despi-o, chupei-o até estar rijo, disse-lhe para se sentar e cavalguei-o. Era tão bom ter aquela piça dentro de mim que menos de dois minutos depois já me estava a vir.”
«Gostas…?» perguntaste entre gemidos.
«Adoro. É precisamente o que quero agora. Com algumas excepções, pois não tenho carro. Logo terá de ser no teu. E quero que te venhas na minha boca, pode ser?!» perguntei em forma de tarado.
«Vamos já.» respondeste de imediato. Subindo a saia e puxando-me pelo braço.
«Lembrei-me que falta outra coisa» e viro-te de costas para mim, apoiando os teus braços na beira da ponte. Olho para os lados e não estava ninguém. Subo-te a saia e aprecio o teu rabo perante as tuas palavras «gostas…?» apalpo-o e dou-lhe umas palmadas, «adoro» respondi, e abaixo-me o suficiente para te dar uma lambida de baixo-acima, bem por cima da tanga. E para te picar, parei.
«Vamos para o teu carro.» e seguimos em passo rápido.
Ao chegar ao teu carro olhaste para todos os lados, como se a ver se alguém estaria por perto e disseste: «tira essa piça para fora» ao que sem questionar, obedeci. Junto ao teu carro abaixaste-te e cuspiste-te no caralho e, sem avisar, abocanhaste-te. «ahhhh» soltei. Perante boca tão macia. Olhavas para cima enquanto eu via a minha piça suavemente a entrar e sair.
Abres a porta do carro e deitas-me na horizontal. Bates com a minha piça na tua cara só para te certificares que continuava rija por ti.
Momentos depois passo para o lugar do passageiro e tu entras no carro. Empurro o teu banco para trás e beijo-te como se fosses minha. Sugo-te os lábios como se fossem meus. De uma vez só, baixo-te o top e soutien, «mamas lindas…» sussurro.
Levo o meu dedo à tua boca e tu abocanhas com mestria. «Deixa-o bem molhado…» disse.
Tiro-o da tua boca e deixo-o percorrer o teu queixo, pescoço, deixando pelo caminho um rasto da tua saliva. Por entre os teus peitos, e bem devagar à volta de tão belas aureolas… Tu gemias e eu com movimentos circulares, chegava, por fim, aos teus mamilos – arrepiados e duros.
Estava com fome de ti, Verónica. De tal forma que caio de boca e abocanho-te o peito. Entre sugar, morder e lamber ao mesmo tempo o mamilo(s), a minha mão dava palmadinhas por cima das tuas cuequinhas ensopadas de tesão. A minha fome era interminável.
Subo e beijo-te uma vez mais a boca. Uma vez mais saborosa. De uma vez só abro-te as pernas, fazendo subir a saia ainda mais. Sem pudor, cuspo-te para cima das cuecas. Roubando-te assim um gemido. Esfrego-te bem as cuequinhas de renda, de forma a fazer desaparecer a minha saliva. Tu gemias e contorcias-te de tesão. Eu, punhetava-me ao mesmo tempo e dizia-te: «sabes quantas punhetas bati enquanto lia as tuas histórias, desgraçada?»
«humm ai é desgraçado?» e levantaste e forçaste-me a sentar, lambes uma mão tua e começas a punhetar com força e com ar de louca. «é assim tarado?» perguntavas enquanto me punhetavas a piça e eu gemia perdido. «É assim que me imaginavas» e chupavas-me os tomates.
«Isso NÃO PARES!!!» exclamava eu.
E, subitamente, paras.
Passas para o banco de trás e sentas-te. Puxas-me pelos cabelos para a tua cona. Desvias a tanga e ordenas que eu te chupe. «Queres me venha na tua boca, é?»
«Quero muito…» e queria. Com a minha boca a um palmo da tua cona estava a endoidecer. Até o odor da tua cona me deixa doido. Odor bom, de tesão, de safada. Passo a língua na tua virilha mas não aguento e chupo-te, sugo-te, faço tudo ao meu alcance. Chupo-te o grelo com vontade enquanto te fodia com dois dedos . E a tua cona escorria pelos meus dedos. Tiro-te as cuecas e abro-me bem as pernas. Com a língua tesa enfio-te na cona de uma vez só.
«Tão bom» gemias. Enquanto eu parava e recomeçava, alternando da língua para umas palmadas nessa rata maravilhosa. Ora fodia-a com língua ora lambia-a de cima abaixo. Com um dedo molhado e passando à volta do teu cuzinho, sentindo as preguinhas todas…
«Malandro!!!» dizias tu.
Eu, sem pedir, continuei a descer e com a língua bem à volta do teu cuzinho, fazendo-o piscar. Tu gemias cada vez mais e pedias que eu te fodesse. E fodia, com dois dedos ouvia-se a intensidade com que eu te fodia a cona, enquanto tem lambia o cuzinho.
«Vais ter de te vir na minha boca, lembras-te?!» disse eu.
E abocanho-te como se não houvesse amanhã. Enfiando-te um dedo nu cú e rodando bem devagar enquanto gemias cada vez mais alto, a medida que já tinha o dedo todo dentro do teu cu e chupava-te os lábios da cona.
«Hummm tão apetecíveis…» dizia-te
Momentos depois dizes «chupa-me desgraçado, vou-me vir na tua boca…!!!»
Aumento a intensidade e sinto as tuas pernas a apertarem-me, o teu cu, a apertar o meu dedo. Que tesão.
«Foda-seeeee» dizias tu.
Libertas-me e beijas-me como se eu fosse teu. Reparo que as cuecas estão no chão e guardo-as no meu bolso. Abro o vidro. E acendo um cigarro.
«Ai meu deus» exclamas, «são duas da manhã.»
«Por favor não» imploro, «mas ainda estávamos a começar»
«Eu sei» disseste «não penses que é egoísmo, mas tenho mesmo de ir»
Pausa. Nada disse.
«Olha para mim»
Olhei.
«Amanhã quero-te no Porto à noite» enquanto procuravas as cuecas.
«Só por causa disso, tive de te confiscar o que procuras»
«Taradão…» sussurraste-me ao ouvido juntamente com uma mordida. «Ligo-te quando chegar pois quero perguntar-te umas coisas.»
«Humm que coisas?»
«Logo saberás» beijas-me, «agora tenho mesmo que ir»
E de forma quase carinhosa chupas-me com um beijinho a cabeça do meu pau.
Saio do carro e vejo-te partir.
«Até amanhã…Espero eu.» disse eu, para mim mesmo.
“Hoje vai ser diferente.” Pensava eu a caminho do parque verde.” Hoje, 20 de Maio, quarta-feira, a Verónica vem cá”. E por momentos, tudo era mais belo: as calçadas desgastadas, o lixo no chão, os graffiti’s censurados por um grupo de senhoras… Tudo soava estar no sítio certo e de forma mais bela possível.
Já no parque verde, perante o Mondego banhado de sol, acendo um cigarro e pego no telemóvel. Tinha uma sms tua a informar que estavas um bocado atrasada e que já não ias conseguir jantar comigo. Torci o nariz como se fosse um miúdo a quem acabassem de roubar o brinquedo, e respondi que estavas à vontade se, por qualquer motivo, não pudesses vir ter comigo. “Claro que vou. Às 23h estou aí”, respondeste de imediato. Aliviando-me do pior. Peço um café e sento-me na esplanada. Eram 19h e ainda muitas horas nos separavam. Observo a menina que levantava as chávenas na mesa ao meu lado. Ela olha para mim e detecta o meu olhar, «precisa de alguma coisa?» perguntou. «ahh sim. Um copo de água, por favor.» respondi, improvisando. A menina acena a cabeça e dirige-se ao balcão para ir buscar um copo de água. No seu regresso, justifico-me, «devia ter-lhe pedido o copo de água juntamente com o café, mas sabe como é, sou uma cabeça no ar.» perante o sorriso da empregada, «ora essa, não tem mal nenhum» respondeu. Sorri de volta e verifiquei o telemóvel pela quinta vez em dez minutos na expectativa de ter notícias tuas; algo mau e inesperado onde dissesses que afinal, não podias mesmo vir – nenhuma mensagem. “Antes nenhuma mensagem do que más notícias.” Pensei.
Verónica. Neste momento não era nada mais do que ficção. Estritamente virtual. “Conheci-a” há cerca de dois meses num blog destinado a pessoas que gostam de escrever. Sem dar conta, comecei a ficar viciado nos seus contos: alguns deles bem gráficos e íntimos. Eu, tentava, por vezes com sucesso, expor o que ia na minha cabeça e aquele blog era o canal perfeito para isso: sem julgamentos, sem caras surpreendidas e sem o pavor de ser rotulado. Verónica lia-me e eu lia-a e basicamente era isso. Só uma correcção do que acima mencionei: o “gráfico” e “íntimo” que citei, foi a forma subtil de classificar pornografia, por vezes hardcore, devo dizer. Não que haja mal algum, que não há. Pois Verónica era tudo menos vulgar. Um bom trato da palavra e o detalhe eram a sua imagem de marca. Por vezes, o detalhe era quase palpável e o tesão que me fazia sentir era imenso. Nunca lhe disse isso, mas ela sabia-o e torturava-me com palavra atrás de palavra. Quantas vezes dei por mim, de pau na mão a ler os textos dela por altas horas da mad**gada. Nunca lhe disse isso, mas ela sabia-o, tenho a certeza. E tenho a certeza também, que ela gostava que eu lhe dissesse.
Ao acaso, e em troca de mensagens com ela, soube que ambos somos naturais do Porto, embora eu esteja por Coimbra de momento. Soube também que Verónica hoje, estará de regresso de Lisboa devido a motivos profissionais e, a muito custo lá sugeria uma paragem por Coimbra afim de um café comigo. Ela concordou e sugeriu um jantar invés. Jantar que me acabaria de cancelar devido ao seu atraso.
As minhas expectativas eram muitas e nenhumas. Confesso que algum nervosismo me invadia neste dia. Tomar um simples café com ela seria o mínimo – significaria que ela apareceu e teve mesmo vontade em me conhecer. Isso seria bom. Conseguirmos manter um diálogo aberto e com frases compostas com mais de cinco palavras seria óptimo, para começar. Não me preocupava muito o aspecto dela. Da mesma forma que não me preocupava se ela seria como se descrevia nas histórias: insaciável, sedenta de prazer. Embora essa hipótese me ocupasse grande parte dos meus pensamentos. Nas histórias de Verónica não haviam regras e/ou moral. Era sexo pelo sexo, prazer pelo prazer, carne na carne, suor a pingar das palavras, tesão no final de cada parágrafo, juntos e unidos por um só objectivo: satisfação mútua.
Agradava-me aquela espécie de anarquismo sexual. À minha imagem, ela não transparecia pudor em expor os seus desejos. Frustração é palavra proibida. Foder é palavra de ordem e conjugada na primeira pessoa, na terceira pessoa também. Singular e plural.
Eu, fantasiava-a à minha maneira. Escrevia-a nas entre linhas de alguns dos meus contos. No clímax da minha imaginação dedicava-lhe orgasmos intensos de vontade e receio: vontade em ceder-lhe de todas as formas, vontade de ser fodido com a mestria que ela fode. Receio de não a foder (muito) e receio de, por egoísmo dela ou fracasso meu, não entrar numa de suas histórias, nem que num mísero parágrafo fosse.
Sou puxado à realidade pelo som do meu telemóvel – eras tu. “Daqui a uma hora saio de Lisboa, onde vou ter contigo?” Dizia a sms. “Quando tiveres a chegar a Pombal liga-me, ou eu ligo-te, ok?” respondi. “Afinal vai mesmo acontecer, vou conhecer-te.” Pensei. Quando me levanto de imediato da mesa e dirijo-me ao balcão para pagar o café. «então, não bebe a água?» pergunta-me a menina. «Sabe…” disse eu, meio atrapalhado, «eu bebi um bocadinho, não dá é para perceber isso a esta distância» finalizei sorrindo. «ah bom» respondeu sorrindo.
Saio do café e em direcção a casa reparo que tinha outra sms tua: “já sabes onde vamos tomar café?” e sem pensar respondi: “sim, sei.” E na verdade não sabia. Mas algo haveria de surgir. Continuo a caminhada em direcção a minha casa e começava a anoitecer. Eram 20h.
Já em casa, decido tomar um duche e a grande questão era: barba. Com ou sem? Com uma mistura de preguiça e falta de tempo decidi com. Acendo um cigarro e fico uns minutos a desenhar-te no vapor do espelho. A imaginar-te substituir o meu reflexo pelo teu, a imaginar-te a na banheira à minha espera enquanto eu fumava e observava-te. Enquanto o vapor e o fumo do meu cigarro se tornavam num só. Enquanto deixava a minha toalha cair e mostrava a minha evidente vontade por ti. Tu, com ar de gulosa, passeavas os jactos do chuveiro e quase como que por telepatia sabias o que eu queria, e obedecias. Apoias uma perna na beira da banheira e por trás, vais descendo o chuveiro, apontando os jactos em direcção à tua ratinha. Eu, de olhar fixo para ti, levava uma mão à minha boca e enchia-a de saliva. Descia-a e esfregava-a no meu pau, deixando-o bem molhado enquanto tu gemias e dizias: “bate uma para mim, vá”. Como um lindo menino, obedecia e começava a punhetar o meu pau para ti. Gemendo para ti. A ver-te cada vez mais desfocada por entre o vapor – PÁRO! E saio do banho. “ Chega de seres ordinário” pensei. Saio do banho e visto-me. Tinha uma sms tua a informar que havias saído de Lisboa. Apresso a arranjar-me e peço uma boleia ao meu vizinho para as docas, ele não podia. Desço a rua em direcção à praça Solum, e apanho um táxi.
A meio do caminho o telemóvel toca – eras tu. Desta vez era uma chamada. Decido não atender. Nunca tinha falado contigo, nunca tinha ouvido a tua voz. Não ia ser num táxi; ao som de uma rádio estúpida que iria ouvir-te pela primeira vez.
Passando uns minutos cheguei. Pego no telemóvel e devolvo-te a chamada.
«Estou?» atendeste.
«Olá Dª Verónica!» respondi, com entusiasmo na tentativa de quebrar o gelo.
«Dona?!» perguntaste. «sou mais velha do que tu mas não tanto.» finalizaste rindo.
«Oh. Não ligues. Sou um parvo com boas intenções…» disse u, «encara o Dª como um termo carinhoso» finalizei.
«isso das boas intenções… humm» disseste, com tom de malícia, «bem, passei Pombal há uns minutos, saio na primeira que disser Coimbra?»
«Sim, logo na primeira.» respondi. «quando deres a curva vais ver o rio e do outro lado do rio, ao cimo, vês um shopping. Segues sempre junto ao rio em direcção às docas.» finalizei.
«humm ok» respondeste «se me perder ligo-te.»
«humm isso de te perderes…» respondi com malícia para me redimir.
Sorriste e respondeste «estiveste bem. Daqui a pouco ligo-te, beijinhos»
«Beijinhos»
De volta ao bar onde tinha estado horas antes, peço um café. A menina que me atendeu foi a mesma que me havia atendido horas antes. A mesma que me apanhou a desperdiçar água. Pelo sorriso dela ao chegar à mesa, era óbvio que me reconhecia. «Um café por favor» pedi. Retribuindo o sorriso. O telemóvel toca e levanto-me para ir atender.
«Estou?!» atendi.
«Sim, olha. Segui as tuas indicações e estou perto do que parece ser umas docas.»
«Sim, só há umas. Tem um parque ao lado e uma ponte pedonal»
«Deixa cá ver…» disseste «bem, deve ser isso. Onde estás?» perguntaste.
«Estou logo no primeiro bar que se chama Mondego Irish Pub»
«Isso é muito vago, como te vou reconhecer?» perguntaste com razão.
«Pois… Bem. Estou na quarta mesa à direita de quem entra. Estou com um blazer preto, t-shirt preta e calças de ganga azuis escuras»
«Hum deve chegar» respondeste, uma vez mais com malícia. «até já, beijinho»
«Beijinho, até já.» desliguei.
De volta à mesa. À minha espera estava um café frio e um copo de água que não tinha pedido. A provocação foi óbvia e bem conseguida por parte da empregada. Dirijo-me ao balcão ao encontro da menina «olhe, muito obrigado pelo copo de água. Uma vez mais me esqueci. No entanto, podia levar-me outro café?» disse eu, sorrindo.
A menina sorriu de volta e perguntou com preocupação: «algum problema com o café?!»
«Não, não. O problema é meu.» respondi «Tive de atender uma chamada e o café arrefeceu entretanto.»
«Pode ir se sentar que já lhe levo o café.»
«Obrigado.» respondi e voltei para a mesa.
A caminho da mesa recebo uma sms: “que falta de consideração, comigo aqui e já a tentar engatar a miúda do bar?!”
Olho a minha volta com um sorriso rasgado a tentar ver alguém suspeito – ninguém. Sento-me e tu apareces. Quase ao mesmo tempo que a menina voltava com o café que eu havia pedido.
De saia de ganga azul e top vermelho, sentaste com os teus olhos fixos nos meus. O tempo pára. Sem me aperceber que a menina já havia perguntado pela segunda vez: «boa noite, o que vai tomar?»
Ao que respondeste «o mesmo que ele»
«Um café e um copo de água, portanto?» pergunta a menina, sorrindo para mim.
«Não é preciso o copo de água» respondeste. A menina acenou e saíu.
«Seu safado!» disseste tu a sorrir, «estavas mesmo a fazer a folha à miúda»
«Eu?!» pergunto, surpreendido. «Nada disso, porque é que perguntas isso?»
«Eu vi como ela estava a sorrir.»
Sorri e respondi «Ficarias surpreendida com a insignificância da situação.»
Sorriste e arregalaste os olhos à espera que eu continuasse.
«Isto é a causa de tudo.» disse eu. Apontando para o copo de água. «Daria uma história muito engraçada.»
«Talvez devesses escrever sobre isso»
«Sabes, talvez escreva mesmo.» disse eu. «gosto das pequenas coisas.»
«Eu gosto das grandes, sabes.» interrompes em grande. Quando a menina deixava na mesa o café.
«Bom, o tamanho importa?» perguntei.
Tu sorriste. «Diz-me tu, achas que o tamanho importa?!»
«Acho que na verdade , o tamanho importa, mas o tamanho da vontade.» disse eu perante uma gargalhada tua. «Bom, isto é paleio de quem tem a pila pequena, certo?»
Soltas outra gargalhada e bebes o café. «Diz-me tu…»
«Eu acho-me normal, penso.» respondo, «acho-a bem bonita e simpática.»
«A empregada? Sim…» respondes.
«Estava a falar da minha pila.» E ambos soltamos gargalhadas. «Mas chega de falarmos da minha pila» interrompi. «Acho que melhor inicio de conversa não poderia haver, não achas?»
«Quanto a isso tenho uma boa e má noticia»
Fico curioso. «Diz-me a má primeira.»
«Bom. A má é que amanhã tenho de acordar cedo pois tenho compromissos logo de manhã no Porto. Logo, não poderei ficar muito tempo.»
Com um ar triste pergunto: «haverá algo bom para vir? Qual é a boa noticia?»
«É que concordo contigo» pausa «que melhor inicio de conversa não poderia haver.» sorrio e digo «mas…?»
«Não há mas…» respondes «pareces-me inofensivo »
«Inofensivo?» interrompo «tipo cromo?!»
Sorriste e explicaste « inofensivo no sentido que me sinto bem e não me pareces um daqueles tarado que me vai atacar.»
«Quanto a isso posso-te dizer que sou tarado e ataco, mas apenas com permissão.»
«É desses que gosto.» e piscaste o olho. «Mas diz-me, gostas de Coimbra?»
«Gosto. Adoro aliás. É tipo o Porto sem os problemas do Porto.»
«Sem os problemas do Porto?»
«Refiro-me à criminalidade no geral. E às miúdas em particular.»
Sorriste e perguntaste: «às miúdas?»
«Não que sejam melhores que as do Porto. São mais abertas, e não literalmente, claro.»
Ambos nos rimos e levantaste-te.
«Já tens de ir?» perguntei.
«Daqui a pouco sim, mas vamos dar uma volta sim?»
«Claro.» Respondi.
«A menos que queiras ficar sempre num café.»
«Claro que não. Bora lá.»
Pagámos e saímos.
Verónica segue à minha frente. Quase que de propósito. Como que soubesse que eu estava desejoso de a ver de costas – e como eu estava. Verónica não desiludia pela frente e agora, que segue à minha frente com elegância; cruzando as pernas a cada passo de forma precisa, eu, posso afirmar que não desilude. Seja qual for o ângulo. “Safada” pensei eu. Ela tinha-me na mão. Não sei se pelas minhas histórias ou pura coincidência, ela tinha-me bem estudado. Desde o olhar fixo nos olhos quando estávamos no bar ao agora seguir à minha frente, ela tinha-me. Sempre escrevi sobre o meu particular fascínio por rabos e, partindo do princípio que ela lia o que eu escrevia, soube usar esse trunfo e passear o doce que tanto gosto à frente do meu nariz. E que doce. “Como eu sou fraco…” pensei, ao olhar quase hipnotizado para o rabo dela. Se ela olhasse para trás apanhava-me na hora, mas ela não olhava para trás. Talvez porque sabia precisamente para onde eu olhava e quis dar-me esse gosto. Virámos à direita e entrámos pela ponte pedonal. Apesar dela estar com saia de ganga, ao dar a curva, ao cruzar a perna para mudar de direcção, foi evidente que usava tanga. Por fracções de segundo, a nitidez foi incandescente: o cruzar de perna, o movimento das nádegas e por fim, a vir a tona a tanga, bem enterradinha no rabo. Começava a sentir-me asfixiado de tesão apenas com a ideia de que tudo aquilo era consciente por parte de Verónica. E assim sendo, teria que tomar uma posição. De alguma forma, teria de a torturar.
Metros à frente, começa a apontar o braço para a torre da Universidade de Direito, «é linda» disse.
Mas que bela chamada à terra. «sim, é.» respondi.
«Coimbra à noite é muito bonita.» disseste «gostas de Coimbra, e com razão» finalizou, dando uns passos para trás e **********-se para apreciar a vista.
«Mas diz-me, que achas? Sou o que esperavas?» interrogaste.
«Bom…» disse eu, e peguei num cigarro. «é difícil responder a isso.» acendo o cigarro. «Sabes, ao longo dos anos criei um mecanismo de auto-defesa para situações como estas.»
«Ai é?» perguntas-te, sorrindo enquanto cruzavas as pernas.
«Sim. Sei que o que vou dizer é um lugar comum mas é qualquer coisa do género como: “nunca cries expectativas, logo nunca te desiludes.”» citei.
«É uma boa ideia, mas será que nunca crias expectativas? Nem mesmo ***********emente?»
Dou mais um trago no cigarro, «sim, claro. Quando lei as tuas histórias, por exemplo, é inevitável .»
Sorriste e com uma tímida mordida no lábio disseste: «entendi. Queres saber se aquilo que escrevo é ficção ou realidade?»
Dou dois tragos rápidos e apago o cigarro, «não, de todo. Até porque tenho uma teoria acerca das pessoas que escrevem esse tipo de histórias.»
«Estou curiosa»
«Aqui vai: para mim, há as pessoas que escrevem e que são como o que escrevem. E há as pessoas que escrevem como gostariam de ser.»
«Então olha, o que eu escrevo é…» dou um passo em frente e interrompo-te com o meu dedo indicador sobre os teus lábios. «não, não digas.» pedi «é irrelevante. E li e gostei, não me importa saber a verdade. Se é que há verdade. E mesmo que haja, eu li, as coisas são como eu quero que sejam, à minha maneira.» finalizei, a centímetros de ti.
«Explica-me isso das coisas à tua maneira» disseste, sem arredar pé.
«Sinceramente?» perguntei com cautela.
«Por favor…»
«Ok. Eu estou-me nas tintas para saber até que ponto, tu fodeste ou não o teu primo.» os teus olhos ficaram enormes, «a ser verdade, acho isso demais. Até porque, há muitos anos atrás comi as mamas à minha prima e adorei. Mas mesmo que não tivesses fodido o teu primo, acho igualmente demais a tua história. Pois em ambas as hipóteses o meu pau ficaria duro.» Cheguei-me mais de perto e continuei perante o teu olhar de safada, «há miúdas que já me fizeram mamadas boas e mamadas más e já escrevi sobre ambas, mas com sou um tipo porreiro, favoreço as fizeram as más, é um bom da escrita, é o que nós queremos.» Neste momento já encostado a ti aperto-te um peito e beijo-te suavemente, sem língua, apenas lábios nos lábios. Do superior ao inferior; mordendo e chupando. A minha mão apertava o teu seio e com o polegar e indicador apertava o teu mamilo em movimentos circulares enquanto este endurecia. Sinto a tua língua a entrar na minha boca, a chocar com a minha, enrolando-se em jogos que ambas conheciam. A tua mão descia e apertava o meu pau que já estava duro antes de tudo isto. Sinto um gemido teu ao dar conta disso enquanto chupavas a minha língua como se fosse um caralho.
Parámos por momentos e olhei-te nos olhos, na boca; toda lambuzada.
«Adorei o que acabaste de dizer.» disseste, ofegante.
«E eu adorei o facto de não teres trazido meias.»
Sorriste e com ar de malandra perguntaste: «é mais prático?»
«Não só mas também.» respondi «assim não tenho que te rasgar as meias» e levo a minha mão ao interior da tua coxa e subo-a, subindo assim a tua saia. «sabes quando escreveste sobre desviarem-te as cuecas e foderem-te a coninha com um dedo?» perguntei-te ao ouvido enquanto te mordia o pescoço e massajava a tua cona por cima das cuequinhas. «sim, sei… fode» dizias tu perdida de tesão.
«Há uma dúvida que não me sai da cabeça, sabes?» perguntei, enquanto te pressionava cada vez mais a cona e sentia-a pulsar na minha mão.
«Dúvida, qual dúvida?» perguntas-te entre gemidos.
Com dois dedos desvio-te a cuequinha para o lado. Como estava molhada a tua cona, fazendo pulsar ainda mais o meu caralho apertado pela tua mão. Esfrego-a uns segundos para preparar a entrada, e sem avisar enfio um dedo e rodo-o dentre de ti.
Tu gemias e perguntavas «qual dúvida, diz-me…»
Retiro o dedo e digo-te ao ouvido: «qual é o teu sabor…» e de imediato levo o dedo que estava dentro de ti à minha boca e chupo-o. «humm sabe tão bem» disse, com ar de satisfação, perante um revirar de olhos teus. Volto a meter um dedo na tua cona e continuo a foder-te com vontade.
Dizias-me ao ouvido que eu era um canalha, e que não parasse de foder com o dedo. Ao que, perante pedido, acrescento um polegar para brincar com o teu grelo.
«Sabes uma coisa?» pergunto-te ao ouvido, «há uma passagem de uma das tuas histórias que adoro e que por acaso sei de cor.»
«Qual é safado?» perguntaste, enquanto me abrias o fecho das calças e me tiravas o caralho teso.
Gemi muito nessa altura, mas não deixei de citar: “Fomos no carro dele para um sítio seguro, saltamos logo para o banco de trás. Ele despiu-me toda e logo começou a chupar as minhas mamas enquanto me esfregava a cona. Ainda me lambeu a cona durante uns instantes mas eu queria outra coisa, então despi-o, chupei-o até estar rijo, disse-lhe para se sentar e cavalguei-o. Era tão bom ter aquela piça dentro de mim que menos de dois minutos depois já me estava a vir.”
«Gostas…?» perguntaste entre gemidos.
«Adoro. É precisamente o que quero agora. Com algumas excepções, pois não tenho carro. Logo terá de ser no teu. E quero que te venhas na minha boca, pode ser?!» perguntei em forma de tarado.
«Vamos já.» respondeste de imediato. Subindo a saia e puxando-me pelo braço.
«Lembrei-me que falta outra coisa» e viro-te de costas para mim, apoiando os teus braços na beira da ponte. Olho para os lados e não estava ninguém. Subo-te a saia e aprecio o teu rabo perante as tuas palavras «gostas…?» apalpo-o e dou-lhe umas palmadas, «adoro» respondi, e abaixo-me o suficiente para te dar uma lambida de baixo-acima, bem por cima da tanga. E para te picar, parei.
«Vamos para o teu carro.» e seguimos em passo rápido.
Ao chegar ao teu carro olhaste para todos os lados, como se a ver se alguém estaria por perto e disseste: «tira essa piça para fora» ao que sem questionar, obedeci. Junto ao teu carro abaixaste-te e cuspiste-te no caralho e, sem avisar, abocanhaste-te. «ahhhh» soltei. Perante boca tão macia. Olhavas para cima enquanto eu via a minha piça suavemente a entrar e sair.
Abres a porta do carro e deitas-me na horizontal. Bates com a minha piça na tua cara só para te certificares que continuava rija por ti.
Momentos depois passo para o lugar do passageiro e tu entras no carro. Empurro o teu banco para trás e beijo-te como se fosses minha. Sugo-te os lábios como se fossem meus. De uma vez só, baixo-te o top e soutien, «mamas lindas…» sussurro.
Levo o meu dedo à tua boca e tu abocanhas com mestria. «Deixa-o bem molhado…» disse.
Tiro-o da tua boca e deixo-o percorrer o teu queixo, pescoço, deixando pelo caminho um rasto da tua saliva. Por entre os teus peitos, e bem devagar à volta de tão belas aureolas… Tu gemias e eu com movimentos circulares, chegava, por fim, aos teus mamilos – arrepiados e duros.
Estava com fome de ti, Verónica. De tal forma que caio de boca e abocanho-te o peito. Entre sugar, morder e lamber ao mesmo tempo o mamilo(s), a minha mão dava palmadinhas por cima das tuas cuequinhas ensopadas de tesão. A minha fome era interminável.
Subo e beijo-te uma vez mais a boca. Uma vez mais saborosa. De uma vez só abro-te as pernas, fazendo subir a saia ainda mais. Sem pudor, cuspo-te para cima das cuecas. Roubando-te assim um gemido. Esfrego-te bem as cuequinhas de renda, de forma a fazer desaparecer a minha saliva. Tu gemias e contorcias-te de tesão. Eu, punhetava-me ao mesmo tempo e dizia-te: «sabes quantas punhetas bati enquanto lia as tuas histórias, desgraçada?»
«humm ai é desgraçado?» e levantaste e forçaste-me a sentar, lambes uma mão tua e começas a punhetar com força e com ar de louca. «é assim tarado?» perguntavas enquanto me punhetavas a piça e eu gemia perdido. «É assim que me imaginavas» e chupavas-me os tomates.
«Isso NÃO PARES!!!» exclamava eu.
E, subitamente, paras.
Passas para o banco de trás e sentas-te. Puxas-me pelos cabelos para a tua cona. Desvias a tanga e ordenas que eu te chupe. «Queres me venha na tua boca, é?»
«Quero muito…» e queria. Com a minha boca a um palmo da tua cona estava a endoidecer. Até o odor da tua cona me deixa doido. Odor bom, de tesão, de safada. Passo a língua na tua virilha mas não aguento e chupo-te, sugo-te, faço tudo ao meu alcance. Chupo-te o grelo com vontade enquanto te fodia com dois dedos . E a tua cona escorria pelos meus dedos. Tiro-te as cuecas e abro-me bem as pernas. Com a língua tesa enfio-te na cona de uma vez só.
«Tão bom» gemias. Enquanto eu parava e recomeçava, alternando da língua para umas palmadas nessa rata maravilhosa. Ora fodia-a com língua ora lambia-a de cima abaixo. Com um dedo molhado e passando à volta do teu cuzinho, sentindo as preguinhas todas…
«Malandro!!!» dizias tu.
Eu, sem pedir, continuei a descer e com a língua bem à volta do teu cuzinho, fazendo-o piscar. Tu gemias cada vez mais e pedias que eu te fodesse. E fodia, com dois dedos ouvia-se a intensidade com que eu te fodia a cona, enquanto tem lambia o cuzinho.
«Vais ter de te vir na minha boca, lembras-te?!» disse eu.
E abocanho-te como se não houvesse amanhã. Enfiando-te um dedo nu cú e rodando bem devagar enquanto gemias cada vez mais alto, a medida que já tinha o dedo todo dentro do teu cu e chupava-te os lábios da cona.
«Hummm tão apetecíveis…» dizia-te
Momentos depois dizes «chupa-me desgraçado, vou-me vir na tua boca…!!!»
Aumento a intensidade e sinto as tuas pernas a apertarem-me, o teu cu, a apertar o meu dedo. Que tesão.
«Foda-seeeee» dizias tu.
Libertas-me e beijas-me como se eu fosse teu. Reparo que as cuecas estão no chão e guardo-as no meu bolso. Abro o vidro. E acendo um cigarro.
«Ai meu deus» exclamas, «são duas da manhã.»
«Por favor não» imploro, «mas ainda estávamos a começar»
«Eu sei» disseste «não penses que é egoísmo, mas tenho mesmo de ir»
Pausa. Nada disse.
«Olha para mim»
Olhei.
«Amanhã quero-te no Porto à noite» enquanto procuravas as cuecas.
«Só por causa disso, tive de te confiscar o que procuras»
«Taradão…» sussurraste-me ao ouvido juntamente com uma mordida. «Ligo-te quando chegar pois quero perguntar-te umas coisas.»
«Humm que coisas?»
«Logo saberás» beijas-me, «agora tenho mesmo que ir»
E de forma quase carinhosa chupas-me com um beijinho a cabeça do meu pau.
Saio do carro e vejo-te partir.
«Até amanhã…Espero eu.» disse eu, para mim mesmo.
9年前